Promoção da agricultura sustentável na cadeia de grãos
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A AMAGGI atua de maneira determinada na defesa e no apoio ao desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, que respeita o meio ambiente, as pessoas e a vida das comunidades, contribuindo para o desenvolvimento social, ambiental e econômico da cadeia produtiva. Em sua Diretoria de Sustentabilidade, a companhia conta com um núcleo de Gestão Responsável da Cadeia de Grãos, que atua no desenvolvimento de atividades e projetos com o objetivo de apoiar um melhor desempenho socioambiental dos produtores rurais, promovendo uma agricultura mais sustentável, respeitando o meio ambiente e a vida das comunidades onde atua, contribuindo para o desenvolvimento social, ambiental e econômico da cadeia produtiva.

A AMAGGI procura trabalhar em parceria com seus fornecedores de grãos, buscando orientar os produtores rurais nas adequações socioambientais em suas propriedades.

A fim de garantir uma compra responsável, a companhia possui Critérios Socioambientais para avaliar seus fornecedores de grãos, que constituem princípios mínimos de sustentabilidade a serem atendidos:

Áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): a AMAGGI proíbe a comercialização de grãos provenientes de áreas que estejam na lista de embargos por desmatamento ilegal;

Terras Indígenas e Unidades de Conservação: a empresa não comercializa com produtores com áreas produtivas incidentes em Terras Indígenas e Unidades de Conservação;

Áreas desmatadas no bioma amazônico após 2008: por meio da Moratória da Soja, a AMAGGI compromete-se a não adquirir soja oriunda de áreas desmatadas após 2008 no bioma amazônico. Em 2016, o GTS, que reúne a indústria, a sociedade civil e o governo, decidiu manter esse compromisso por tempo indeterminado. Periodicamente, realiza-se uma análise das áreas desmatadas na Amazônia e das atividades ali implantadas – se for confirmado que a área está produzindo soja, a AMAGGI não realiza a compra do produto.

Em 2016, como forma de comprovar o atendimento do compromisso da empresa com a Moratória da Soja, a AMAGGI recebeu uma auditoria externa, que analisou as comercializações da safra 2015/2016. Foi atestado que a companhia aplica o controle de seus Critérios Socioambientais, honrando seu compromisso;

Lista Suja do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego: a AMAGGI não comercializa com nenhuma pessoa ou empresa que integre a relação conhecida como Lista Suja do Trabalho Escravo. Além de acompanhar a atualização da lista, a AMAGGI assinou o Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reforça ainda mais o compromisso. A AMAGGI também integra o InPacto, uma parceria realizada para fortalecer e ampliar as ações no âmbito do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.



Na AMAGGI, 100% da cadeia de fornecedores deve atender a esses critérios. Fornecedores que possuam alguma dessas restrições têm seu cadastro bloqueado, ficando impedidos de comercializar com a empresa até que tenham sua situação regularizada. FP1

Quando uma propriedade não é automaticamente vetada pelo sistema, a partir dos critérios socioambientais citados acima, mas ainda há dúvidas em relação à sua regularidade, a AMAGGI realiza uma análise de riscos, por meio da área de Sustentabilidade. No último ano, a companhia teve 45 comercializações vetadas pela área de Sustentabilidade, por oferecerem riscos relacionados aos Critérios Socioambientais adotados como princípios para a negociação de grãos.

Para produtores que comercializam na modalidade de adiantamento por conta de preço, a AMAGGI possui uma avaliação específica. Além de serem avaliados os Critérios Socioambientais, a equipe local da filial da AMAGGI que possui relacionamento direto com o produtor rural realiza vistorias in loco nessas propriedades, avaliando diversos quesitos ambientais, de infraestrutura, trabalhistas e sociais, com o preenchimento de uma Ficha Socioambiental e respectiva validação pela equipe de Sustentabilidade. Também se analisa a área da propriedade por meio de imagens de satélite, a fim de garantir que a origem do grão seja de uma área que atenda os critérios socioambientais da companhia. Nessa modalidade de comercialização, em 2016 foram analisadas 696 operações.


ORIGINAR – Originação AMAGGI Responsável

Como forma de combater o desmate ilegal e incentivar uma agricultura sustentável, em 2016 a AMAGGI fez um grande investimento na aquisição de uma plataforma de gestão e monitoramento da sua cadeia de grãos, conhecida como ORIGINAR – Originação AMAGGI Responsável, desenvolvida por meio da tecnologia Agrotools. Desde então a empresa vem realizando um enriquecimento de sua base de dados de fornecedores de grãos, por meio de levantamentos periódicos da localização das propriedades, e treinando seus gerentes e compradores da AMAGGI Commodities para a utilização da plataforma. Essa ferramenta possibilita analisar com mais precisão e detalhes as áreas com as quais a empresa comercializa, permitindo gerar um extrato socioambiental da propriedade e do produtor, que pode ser cruzado com os dados de seus Critérios Socioambientais. Assim, avalia-se não somente o cadastro do produtor, mas também a localização da propriedade, evitando-se o risco de adquirir grãos de áreas com restrições.

Os investimentos nessa tecnologia têm o objetivo de aperfeiçoar a gestão territorial e o monitoramento dos riscos envolvidos, permitindo a visualização do trabalho realizado no campo e facilitando a interação da área de Sustentabilidade com as filiais da AMAGGI. Isso oferece mais segurança à empresa em sua tomada de decisões, servindo como uma ferramenta de estratégia para os negócios e apoiando uma cadeia de grãos mais responsável. Além disso, a plataforma proporciona maior conhecimento sobre a cadeia de grãos da AMAGGI e, sendo assim, permite definir novas estratégias de projetos e parcerias para auxiliar o desenvolvimento dos produtores rurais e fomentar uma cadeia de valor ainda mais responsável.

Circuito Tecnológico AMAGGI

Em 2016, a AMAGGI realizou, em parceria com oito empresas fornecedoras de insumos agrícolas, a primeira edição do Circuito Tecnológico AMAGGI. Foram realizados 24 eventos em propriedades rurais de produtores parceiros, em 21 municípios dos estados de Mato Grosso e Rondônia. Os eventos contaram com a participação de 1.838 pessoas, sendo 483 produtores rurais, responsáveis por 1.263.770 ha de plantio de soja – o que representa 15% de toda área plantada em Mato Grosso na safra 2015/2016.

Além de ser uma poderosa ferramenta de relacionamento com o produtor rural – um dos principais parceiros de negócio da AMAGGI –, o Circuito Tecnológico nasceu com a missão de compartilhar conhecimento. Sua proposta é difundir novas tecnologias e boas práticas agrícolas, que permitem aumentar a produção, e também engajar o produtor rural na adoção de boas práticas de gestão e responsabilidade socioambiental.

Para 2017, a expectativa do Circuito Tecnológico AMAGGI é alcançar cerca de 2 mil participantes, além de ampliar o número de localidades abrangidas.

Saiba mais sobre o projeto na Revista Contato – edição 18.



Parcerias para o desenvolvimento sustentável de produtores rurais

A AMAGGI realiza inúmeras iniciativas e parcerias dedicadas a apoiar a agricultura sustentável e coibir o desmate ilegal, procurando fomentar uma cadeia de fornecimento responsável.

Atualmente, a companhia mantém parcerias com ONG como The Nature Conservancy, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Earth Innovation Institute, que visam a estimular o desenvolvimento de produtores rurais em áreas como restauração florestal, desenvolvimento das comunidades locais e adesão ao Cadastro Ambiental Rural, do governo federal, passo essencial para a boa governança ambiental do Brasil. Em 2016, em parceria com a entidade The Nature Conservancy, foi desenvolvido um Plano Estratégico de Restauração Florestal para o Mato Grosso, com o objetivo de fortalecer a cadeia de restauração e sua capacidade em atender à demanda esperada por insumos e assessoria técnica no contexto da agenda pós-Cadastro Ambiental Rural. O projeto promove o planejamento do uso da terra e o desenvolvimento de um modelo de paisagem sustentável com maior uso de melhores práticas agrícolas, nos municípios de Brasnorte, Campos de Júlio, Feliz Natal, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Sorriso e Tapurah.

Com o Ipam, a AMAGGI desenvolve o projeto Querência Paisagens + Sustentáveis, cujo objetivo é catalisar benefícios sociais, econômicos e ambientais para o município de Querência, melhorando a sustentabilidade não somente da soja, mas também de outras atividades agrícolas. Desde 2016, o projeto tem realizado intervenções em três frentes temáticas: fortalecimento da governança socioambiental local; apoio à implementação de um pacto local para o território sustentável, por meio de um fórum multissetorial; e avaliação e promoção das melhores oportunidades para agricultores familiares e assentados.

Já com a Earth Innovation, a AMAGGI apoia o projeto de desenvolvimento e aplicação de mecanismos para medir o desempenho territorial de municípios com significativo risco socioambiental e impacto importante na soja e cadeias de abastecimento de carne. Ele contempla dez municípios da região Xingu-Araguaia (Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Canabrava do Norte, Gaúcha do Norte, Porto Alegre Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, São Felix do Araguaia e São José do Xingu), onde ocorrem 20% de todo desmatamento na Amazônia mato-grossense. A situação atual desses municípios está sendo avaliada pela perspectiva de riscos de reputação, operacionais e financeiros nas operações comerciais, financeiras e industriais realizadas. A identificação detalhada e a avaliação dos elementos de risco são a base para as discussões em fóruns regionais, que resultarão no planejamento e execução de intervenções coordenadas em cada município, a fim de reduzir o risco identificado.

Certificações socioambientais de propriedades rurais

Com o objetivo de afirmar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da cadeia de grãos, a AMAGGI possui certificações que atendem a critérios socioambientais e de qualidade. O propósito dessas certificações é oferecer um caminho para uma produção mais responsável, atendendo as demandas e tendências do mercado e da sociedade por um produto diferenciado, e possibilitando ao produtor rural melhorias na gestão de sua propriedade, melhores práticas agrícolas, com consequente minimização de riscos ambientais e trabalhistas.

As certificações estimulam um melhor desempenho socioambiental e econômico do setor do agronegócio, contribuindo para a conservação dos recursos naturais, bem como proporcionando condições justas e bem-estar para os trabalhadores e comunidades próximas a propriedade. A AMAGGI encerrou 2016 com 470 propriedades rurais certificadas, sendo 46 certificadas pelo A.R.S., 35 pela RTRS e 389 pela ProTerra.

AMAGGI Responsible Soy Standard (A.R.S.)

Com o objetivo de trabalhar e estimular a cultura da gestão socioambiental junto a seus fornecedores de grãos, a AMAGGI lançou seu padrão próprio de certificação, o A.R.S., reconhecido pela Federação dos Fabricantes de Alimentos Europeus (Fefac).

O A.R.S. é resultado do conhecimento adquirido pela empresa em implantar certificações reconhecidas internacionalmente, tendo como diretriz as normas internas e os compromissos institucionais da AMAGGI, além das exigências estabelecidas por clientes e instituições nacionais e internacionais.

O projeto de certificação A.R.S. em grupos de produtores foi iniciado em 2016, por meio de uma parceria entre a Fundação André e Lucia Maggi e a organização Aliança da Terra. Até o momento, a empresa já certificou 46 fazendas de produtores parceiros. A expectativa é que o A.R.S. estimule a cultura de gestão socioambiental nas propriedades rurais, ajudando os produtores a darem os primeiros passos nesse tema e a se preparar para certificações internacionais, além de proporcionar outros benefícios das boas práticas da agricultura sustentável, como o desenvolvimento das comunidades do entorno. Inicialmente, o trabalho com os produtores envolveu os seguintes municípios de Mato Grosso: Alto Paraguai, Diamantino, Itiquira, Nobres, Nortelândia, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Itiquira, Rondonópolis e São José do Rio Claro. As 46 propriedades rurais certificadas somam mais de 156 mil ha de área total, resultando em 213 mil t de soja certificada A.R.S.

Todos os produtores que participaram do processo de certificação receberam, por meio de parceria com a ONG Aliança da Terra, todo o suporte técnico necessário para o processo de certificação, incluindo diagnóstico socioambiental de suas propriedades, orientações para o cumprimento aos requisitos legais e atendimento aos critérios socioambientais da A.R.S. Todas as propriedades passaram por um processo de auditoria interna, e houve também auditoria externa com metodologia amostral.

Round Table on Responsible Soy (RTRS)

A RTRS foi desenvolvida com a participação de diversas partes interessada, organizadas em três grupos de interesse: Produtores; Indústria, Comércio e Finanças; e Sociedade Civil .

A AMAGGI foi a primeira empresa do mundo a conseguir essa certificação, em 2012, e mantém sua participação ativa e cada vez maior na busca pela melhoria contínua. A certificação internacional RTRS tem obtido destaque no mercado da soja, com crescimento dos volumes certificados e comercializados, atendendo à crescente demanda do mercado europeu.

Para ser certificada pela RTRS, a propriedade deve seguir uma grade de 106 indicadores, divididos em 5 princípios: conformidade legal e boas práticas; condições responsáveis de trabalho; relação responsável com a comunidade; responsabilidade ambiental; e boas práticas agrícolas. O novo padrão da RTRS, V3.0, aprovado na assembleia 2016, não permite certificar áreas onde tenha havido desmatamento após 2008, garantindo aos clientes desmatamento zero nas propriedades certificadas. Diferenciais como esse fazem da RTRS uma certificação com crescente demanda pelo mercado , destacando-se no mercado da soja responsável.

Em 2016, a AMAGGI foi responsável pela certificação de 30% de soja RTRS (modalidade física e crédito) no mundo. A AMAGGI Agro certificou 383 mil t de soja na modalidade book and claim, nas fazendas Tucunaré, Tanguro e Itamarati. Já a AMAGGI Commodities certificou 290 mil t de soja mass balance e 149 mil t de soja book and claim, de 35 propriedades rurais de parceiros4. Também estão no escopo da certificação 16 armazéns, 5 terminais portuários, sendo 2 em Porto Velho, Itacoatiara, Terminal de Grãos do Guarujá (TGG) e Complexo Miritituba-Barcarena, e 2 esmagadoras de soja localizadas em Lucas do Rio Verde e Itacoatiara.

Ainda em 2016, a AMAGGI evolui no inventário de suas emissões de CO2, e incluiu o cálculo de dados reais, não estimados, associados à produção da soja dos produtores certificados RTRS de sua cadeia de valor. Para 2017, a expectativa é avaliar a evolução desse dado a fim de estudar ações e iniciativas conjuntas para melhoria da gestão das emissões.

4 AS expressões book and claim e mass balance referem-se a questões técnicas relacionadas ao padrão da cadeia de soja RTRS. Para saber mais, acesse www.responsablesoy.org.

ProTerra Standard

O propósito do Padrão ProTerra é incentivar boas práticas agrícolas, a proteção da biodiversidade em geral, dos trabalhadores rurais e comunidades, estabelecendo um elo entre a produção e a demanda de produtos não OGM, com rastreabilidade total.

As auditorias realizadas nas fazendas próprias e de fornecedores, armazéns, portos e fábricas verificam a conformidade com a legislação e se é mantido controle de qualidade, garantindo que o grão não seja transgênico. Para isso, toda a cadeia de produção da soja é avaliada, desde o cultivo, manuseio e transporte.

No ano de 2016, a certificação ProTerra da AMAGGI envolveu suas fazendas próprias (Itamarati, Tanguro, Tucunaré e Água Quente); os armazéns de Brasnorte, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis e Sapezal; os portos de Itacoatiara e Porto Velho, e a esmagadora de Itacoatiara. A certificação alcançou aproximadamente 400 produtores rurais, que totalizaram 981 mil t de soja não OGM.

A Denofa, esmagadora de soja da AMAGGI na Noruega, é referência, em toda a Europa, no processamento de soja não transgênica, sendo um dos principais destinos dos produtos certificados pelo ProTerra.