Logística para escoamento de grãos

A logística tem uma grande importância para a sustentabilidade e a eficiência das operações da AMAGGI. Assim, a companhia procura sempre estar bem posicionada logisticamente, utilizando modais que sejam economicamente mais viáveis e promovam desenvolvimento social, sem descuidar da preservação ambiental.

Nesse sentido, em 2016 foi criada a Diretoria de Logística, gerida desde abril desse mesmo ano por Sérgio Luiz Pizzato, que antes atuava como diretor de Originação. A mudança foi motivada pela importância estratégica da área dentro dos negócios da AMAGGI. A partir de 2017, a área de Navegação será incorporada à nova diretoria e, nessa nova estrutura, passará a ser denominada AMAGGI Logística.

Com essa mudança, a área de Logística, que antes estava fragmentada, passa a trabalhar com o objetivo de aumentar a sinergia entre todos os modais. A nova Diretoria é responsável pela gestão dos processos que envolvem as rodovias, ferrovias, navegação, terminais e portos, sejam elas próprias ou joint ventures. A mudança é um bom exemplo de busca pelo melhor desempenho, com o modelo de atuação da AMAGGI privilegiando a integração de todos os modais logísticos, junto aos portos e pontos de transbordo, observando a melhor e mais eficiente forma de escoamento para os grãos e seus derivados.

Dessa maneira, além do ganho operacional e financeiro, são contabilizados também ganhos ambientais e sociais. Para saber mais clique aqui!

Em 2016, a AMAGGI adquiriu 50% dos terminais da Bunge em Itaituba e Barcarena, no Pará. Esse corredor, denominado Corredor Tapajós/Amazonas, é abastecido em mais de 90% de seu volume com a integração dos modais rodoviário e hidroviário, o que permite baratear o custo logístico e diminuir o impacto sobre o meio ambiente, além de promover o desenvolvimento local por meio do investimento nas estruturas de transbordo.





A AMAGGI opera em todos os corredores de exportação do país: em Itacoatiara, no Amazonas, com capital próprio; em Barcarena, no Pará, em sociedade (50%) com a Bunge Alimentos; em São Luís do Maranhão, a parceria, no Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), com a Louis Dreyfus Company, nos garante parte de sua capacidade de escoamento, atendendo também a joint venture AMAGGI & LDC; em Aratu, na Bahia, todo o produto é exportado via joint venture AMAGGI & LDC; o Terminal de Granéis Guarujá (TGG) – uma joint venture com ALL e Bunge, sendo o terminal mais eficiente do país, localizado no litoral paulista –, também viabiliza a logística da AMAGGI; no estado de Santa Catarina o escoamento conta com um parceiro comercial no Porto de São Francisco do Sul; no Rio Grande do Sul, a companhia utiliza o Complexo Portuário Termasa (Terminal Marítimo Luiz Fogliatto) e no Terminal Graneleiro S/A (Tergrasa).

Para desenhar a operação de um período, ou safra, a companhia começa pelo alinhamento dos setores de Logística, Vendas e Originação, para que sejam discutidas as intenções e possibilidades comerciais de compra e venda nas diversas regiões. A partir daí, é feito um cruzamento dessas discussões com as informações sobre a capacidade logística instalada da AMAGGI, avaliando-se em seguida a necessidade de contratação ou redução de capacidade de escoamento. O planejamento é organizado mensalmente para cada corredor, havendo acompanhamento e ajustes ao longo do processo.

Na organização do transporte rodoviário, considera-se a capacidade de escoamento diária para se definir o envio de caminhões pela transportadora, que encaminham a carga diretamente aos portos ou terminais de transbordo, onde o processo passa a ser multimodal em mais de 80% do volume, com a integração entre transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário.


Corredor Madeira
(Itacoatiara)


Rodoviário + hidroviário.


Corredor Tapajós
(Barcarena)


Rodoviário + hidroviário.


Corredor São Luís do Maranhão
(Tegram)


Rodoviário + ferroviário.


Corredor Guarujá
(Terminal de Granéis Guarujá)


Em 75% do volume integração rodoviário + ferroviário. O restante, somente rodoviário.


Corredor São Francisco

Integração 60% ferroviário + rodoviário.


Corredor Termasa e Tergrasa

Todo o transporte é realizado pelo modal rodoviário.

Programa Caminhoneiro Responsável

A AMAGGI considera os caminhoneiros uma parte interessada chave em seu negócio. Para fortalecer a parceria com os cerca de mil profissionais que circulam em 42 unidades da empresa, em 8 estados do país, transportando mais de 3,5 milhões t por ano, a AMAGGI investe em infraestrutura, além de contar com 300 colaboradores treinados para o atendimento a esse grupo.

Em 2014, a AMAGGI aderiu ao Pacto Na Mão Certa, da Childhood Brasil, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, e realizou um levantamento sobre sua dependência do transporte rodoviário, o que permitiu mapear as rotas da empresa e avaliar impactos em acidentes e violação aos direitos humanos. As salas de espera dos motoristas contam com espaços para refeições, sanitários e duchas, e recebem Rodas de Conversas sobre a segurança e o papel dos profissionais na luta contra a exploração sexual. O resultado desse trabalho, que já impactou mais de 7 mil motoristas, é um profissional mais ético e autônomo, que se sente menos pressionado pelo tempo, reduzindo assim seu comportamento de risco.

Em 2016, a AMAGGI aderiu a todas as campanhas do Pacto na Mão Certa, divulgando para colaboradores e caminhoneiros a importância do Disque 100 no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, além de conscientizar os profissionais sobre questões relacionadas a saúde, direção segura, meio ambiente, entre outras. A companhia reforçou também o treinamento no Programa Caminhoneiro Responsável, nos principais escritórios transportadores da AMAGGI. Para 2017, a expectativa é aprimorar as ações de engajamento com os caminhoneiros, além de estender as iniciativas para atender também os profissionais aquaviários da empresa.