Gestão da cadeia de fornecedores

Com uma prática de compras que prioriza a contratação de fornecedores locais e regionais, a AMAGGI busca contribuir para o desenvolvimento das regiões onde atua.

A gestão de todos os fornecedores de suprimentos da AMAGGI está fundamentada em normas e procedimentos internos aprovados pela Diretoria Executiva. Todos os contratos de fornecimento contam com cláusulas específicas de respeito aos direitos humanos, como a não exploração de trabalho infantil, degradante ou em condição análoga ao escravo, além de uma cláusula específica anticorrupção.

Os contratos incluem, ainda, cláusulas sobre obrigações trabalhistas e previdenciárias, que preservem a saúde e a segurança do profissional, como uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e treinamentos e práticas de conscientização sobre esses temas.

Para garantir o cumprimento desses requisitos, a AMAGGI estabelece parcerias apenas com fornecedores que tenham acordo ou convenção coletiva de trabalho. Atualmente, o maior risco de ocorrências dessa natureza está em Mato Grosso, onde se localiza a maior parte das unidades da companhia.

MAPEAMENTO DA CADEIA DE FORNECIMENTO G4-12

Em sua cadeia de fornecimento, os produtores rurais – cerca de 4 mil, incluindo compradores de insumos – constituem parceiros estratégicos da AMAGGI, essenciais para os planos de crescimento da companhia. Por isso, a companhia oferece diversas ações de apoio a esse público, fundamentadas em sua Política Ambiental e em seu Posicionamento Global de Sustentabilidade. Essas iniciativas buscam promover a produção agrícola responsável, estimular os produtores em boas práticas agrícolas, contribuir para o desenvolvimento socioambiental das propriedades rurais e melhorar a qualidade de vida das comunidades onde as propriedades estão inseridas.

O Programa de Gerenciamento da Cadeia Responsável da AMAGGI, além dos critérios de veto, que a impedem de comercializar com o produtor, prevê dois princípios que fomentam a sustentabilidade: o incentivo à agricultura sustentável e o combate ao desmatamento ilegal. Assim, projetos e parcerias de incentivo à produção responsável pelos produtores são firmados anualmente, a fim de promover os Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura, do Pacto Global da ONU, bem como o combate ao desmatamento ilegal.

Esses fornecedores estão divididos em subgrupos:

Grandes propriedades;

Médias propriedades;

Pequenas propriedades;

Produtores certificados pela RTRS e pelo ProTerra.

Divididos por categorias de produtos e locais de atuação (local, regional, nacional e internacional), em 2016 a AMAGGI contratou 5.843 fornecedores de suprimentos, enquadrados nos seguintes subgrupos:

Construtoras de obras civis: empresas contratadas principalmente para a construção e ou reformas de armazéns, pequenas centrais hidrelétricas, fábricas, portos e demais instalações industriais;

Estaleiros navais: empresas contratadas para construção ou reparos de embarcações e barcaças;

Fornecedores de serviços: empresas contratadas para prestar serviços em geral (transportes, desembaraço aduaneiro, manutenções, limpeza, locações etc.);

Fornecedores de equipamentos: empresas que fornecem secadores para armazéns, fornalhas, silos e materiais para embarcação (motor, propulsor, alojamentos, comunicações, cozinha) e para pequenas centrais hidrelétricas (turbinas, motores elétricos etc.), sendo grande parte dos produtos importada;

Outros: fornecedores de materiais de papelaria, higiene, limpeza e alimentação.

Entre as categoria de fornecedores acima, foram firmados contratos com 1.283 deles, e em todos os contratos constam as cláusulas padrão da empresa com requisitos socioambientais.
Os principais parceiros comerciais considerados sociais e/ou ambientalmente críticos pela AMAGGI, conforme detalhamento estabelecido em procedimento interno, dividem-se em fornecedores de:

Biomassa e madeira de origem nativa ou exótica;

Mudas (viveiros);

Grãos e gado;

Produtos de origem mineral;

Produtos fitossanitários e combustíveis;

Construtoras e empreiteiras;

Processadores de resíduos;

Serviços de análises laboratoriais ambientais

A AMAGGI Commodities tem aproximadamente 2,9 mil contratos para o transporte de milho e soja, com empresas de transporte de todos os tamanhos. A relação da companhia com esses fornecedores é organizada a partir do porte das empresas:

Grandes e médias empresas: o relacionamento se dá diretamente com a área de Transportes da matriz da AMAGGI;

Pequenas e microempresas: são contratadas em postos ou escritórios de transportes em Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Confresa, Primavera do Leste, Matupá e Itiquira, em Mato Grosso; Vilhena, em Rondônia; Paranaguá e Maringá, no Paraná; e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Avaliação de fornecedores
EN33, HR11, LA15

Com uma prática de compras que prioriza a contratação de fornecedores locais e regionais, a AMAGGI busca contribuir para o desenvolvimento das regiões onde atua.

A AMAGGI conta com uma área de Suprimentos, que se encarrega de prospectar e solicitar a avaliação dos fornecedores da companhia. Cabe a ela pesquisar possíveis fornecedores para o tipo de produto e/ou serviço solicitado por cada área, bem como entrar em contato com esses fornecedores e solicitar toda a documentação pertinente. Para a contração de fornecedores críticos, a AMAGGI adota critérios socioambientais que são avaliados em conjunto pelas áreas de Suprimentos e de Sustentabilidade. Para conhecer os critérios e a descrição da documentação obrigatória solicitada para cada tipo de produto ou serviço prestado, clique aqui. No caso dos fornecedores de grãos, os critérios de avaliação para aquisição estão disponíveis em Promoção da agricultura sustentável na cadeia de grãos.

A companhia realiza ainda a avaliação socioambiental dos fornecedores considerados críticos em sua cadeia, por meio de consultas a listas públicas de embargos do Ibama e do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, via instituto InPacto, e conferência de toda a documentação comprobatória de acordo com as legislações pertinentes.

Em 2016, houve uma redução de 17,5% na quantidade de avaliações de fornecedores considerados críticos do ponto de vista socioambiental. Parte dessa redução foi motivada pela menor necessidade de compra de biomassa, pois em 2015 foi realizado um forte trabalho na identificação de novos fornecedores de biomassa e, com o objetivo de minimizar os custos com esse tipo de insumo, foram realizadas compras em volumes maiores, gerando-se estoque para as safras 2015/2016 e 2016/2017.

No último ano, a área de suprimentos da AMAGGI solicitou avaliação de 424 fornecedores considerados ambiental ou socialmente críticos, de acordo com critérios ambientais, de direitos humanos, práticas trabalhistas e impacto na comunidade. Dentre os avaliados, 198 não foram habilitados, pois não apresentaram toda a documentação comprobatória pertinente ao tipo de atividade desenvolvida. Além disso, houve o encerramento de contrato com quatro fornecedores, um por ausência de documento para a renovação contratual; outro por verificação de condições de trabalho inadequadas, durante uma inspeção de rotina; e dois por ausência de licença de operação vigente, para processamento de resíduos recicláveis.

Uma das principais dificuldades em encontrar fornecedores que possam ser aprovados em todos os quesitos colocados pela AMAGGI é a não regularização perante os órgãos ambientais por parte do fornecedor, que muitas vezes opta por não fazê-lo devido ao alto custo e burocracia do licenciamento.

Em 2016, com o objetivo de engajar os fornecedores não habilitados na regularização, a AMAGGI, em um trabalho integrado entre as áreas de Sustentabilidade, Suprimentos e Jurídica, desenvolveu uma carta resposta com orientações sobre os procedimentos necessários para tornar-se um fornecedor da companhia habilitado. Essa ação está em processo final de validação e será implantada em 2017, como parte dos procedimentos de Avaliação Socioambiental de Fornecedores Críticos. A expectativa é que dessa maneira a empresa consiga estimular seus fornecedores no atendimento de boas práticas de sustentabilidade.