Desenvolvimento das regiões onde atua

Em 2016, a AMAGGI operou em 39 municípios brasileiros, em 8 estados, excluindo as joint ventures, além das unidades internacionais, sendo que suas operações com impactos mais significativos estão localizadas nos estados de Mato Grosso, Amazonas e Rondônia. SO2

Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento das comunidades onde atua, a AMAGGI criou a Fundação André e Lucia Maggi, uma instituição sem finalidades econômicas dedicada à gestão estratégica do investimento social privado da companhia.

Orientadas pela Política de Investimento Social Privado da Fundação André e Lucia Maggi, todas as formas de atuação social da AMAGGI observam algumas diretrizes, sendo a primeira delas o alinhamento da iniciativa com sua Missão, Visão e Valores, e uma comunicação sempre transparente sobre as práticas de investimento social na comunidade.

Outra é o engajamento das partes interessadas na identificação das prioridades, no planejamento, implementação e avaliação das práticas, por meio de consulta e diálogo com os representantes de organizações de setores da sociedade, bem como o eventual engajamento espontâneo de colaboradores da AMAGGI. A fundação considera de grande importância estimular e orientar parceiros para a melhoria das ações realizadas, respeitando sempre o desejo da família Maggi de valorizar a capacidade das pessoas.

A Política de Investimento Social Privado da fundação André e Lucia Maggi passou por revisão em 2013 e 2014, orientando melhor o foco de aplicação dos projetos nas comunidades, com o envolvimento de diversos atores e parcerias.


Foco do investimento social privado da Fundação André e Lucia Maggi



Para organizar suas ações junto às comunidades, a fundação apoia-se em três eixos: desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento com as comunidades e mobilização de parcerias. Este último possui uma influência transversal em todos os projetos da fundação.

DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS

Neste eixo, a fundação desenvolve projetos socioeducativos e culturais, como o projeto Casa Maggica, em Rondonópolis, e o Centro Cultural Velha Serpa, em Itacoatiara. No plano de expansão de suas ações, a fundação incluiu o projeto Casa Maggica também em Cuiabá, e o desenvolvimento do Projeto Mundo Maggico, que buscará replicar a metodologia da Casa Maggica junto a parceiros institucionais.

DESENVOLVIMENTO COM A COMUNIDADE

Este eixo é voltado a projetos dedicados ao desenvolvimento com as comunidades, por meio de premissas como a escuta e o diálogo, buscando identificar e conhecer desafios e oportunidades para o desenvolvimento de ações; a identificação de parceiros, a fim de criar uma agenda local colaborativa de discussões e ações para transformar a realidade local; e o fortalecimento das redes locais, oferecendo qualificação e capacitação técnica para organizações locais, bem como abrindo editais para apoio financeiro.

MOBILIZAÇÃO DE PARCERIAS

Neste eixo, a fundação procura mobilizar parceiros – empresas da cadeia de valor da AMAGGI, universidades e clientes internacionais – para um investimento social comunitário qualificado. Assim é possível criar novas tecnologias sociais, ampliar o número de projetos desenvolvidos e potencializar seus resultados.

PROJETOS REALIZADOS
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Casa Maggica
O projeto tem como objetivo contribuir para a educação cidadã, atuando no contraturno escolar, por meio da arte-educação. A ação alcançou 240 crianças e adolescentes de 27 escolas públicas do município de Rondonópolis, localizadas em bairros com vulnerabilidade social de média a alta, e com baixa pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com o cálculo do retorno social do investimento, a cada R$ 1 investido no Projeto Casa Maggica foram gerados R$ 3,22 em valor social – ou seja, três vezes mais que o valor investido.




Mundo Maggico
Ainda em desenvolvimento, o projeto visa a replicar as ações da Casa Maggica para outros espaços públicos. Para estruturá-lo, a fundação já iniciou um processo de análise dos indicadores e resultados do projeto Casa Maggica, bem como de mensuração de seus impactos por meio de grupos focais com os stakeholders locais. A partir desse processo, será redigida uma metodologia e a sistematização das ações, como uma tecnologia social a ser reaplicada em outros locais de nossa atuação.


Centro Cultural Velha Serpa
Espaço dedicado ao desenvolvimento de atividades culturais permanentes, projetos voltados à educação patrimonial e contação de histórias, exposições culturais e espetáculos. Em 2016, os eventos realizados pelo Centro Cultural contou com a participação de mais de 8 mil pessoas, a partir de ações em parceria com o poder público e organizações do terceiro setor. As atividades são ofertadas gratuitamente ao público, e organizadas a partir da publicação de editais de chamamento público e de ocupação.




Potencializa
Considerado um caso de sucesso na cartilha do Pacto Global da ONU sobre os Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura, o projeto traz soluções para o desenvolvimento local e sustentável das comunidades que vivem da agropecuária a partir do potencial ali existente: as redes locais e seus agentes.

Lançado em 2015, após um levantamento nos municípios mato-grossenses de Campo Novo do Parecis, Sapezal, Lucas do Rio Verde, Querência e Cuiabá, o Potencializa tem previsão de ser realizado durante dois anos em cada município, podendo estender-se para um terceiro ano, a depender da dinâmica e do desenvolvimento dos trabalhos em cada localidade.

Em 2016, o projeto continuou o trabalho de mobilização da comunidade local, em Campo Novo do Parecis, Querência e Lucas do Rio Verde, trabalhando o empoderamento e a participação das comunidades para a construção de um plano de ação e divisão de responsabilidades (primeiro, segundo e terceiro setores), a fim de desenvolver uma agenda única de trabalho, elaborada e validada coletivamente, estratégica para o futuro dessas comunidades.

Até 2018 o projeto Potencializa pretende desenvolver seu trabalho nos cinco municípios que passaram pelo diagnóstico inicial.




Transformar
Projeto de capacitação e formação de instituições sociais, que busca estimular melhores práticas para o terceiro setor, incentivando o desenvolvimento local e a sustentabilidade. Em 2016 o projeto alcançou 38 organizações, que participaram de formações a distância. Para 2017, a Fundação planeja reestruturar o projeto, por meio de trabalhos presenciais em sete polos: Sapezal, Cuiabá, Rondonópolis, Confresa, Sinop, em Mato Grosso; Porto Velho, em Rondônia; e Itacoatiara, no Amazonas.


Prêmio Fundação André e Lucia Maggi
Buscando reconhecer e valorizar organizações sociais que contribuem para o desenvolvimento humano dos municípios onde atua, a Fundação André e Lucia Maggi criou uma premiação, cuja primeira edição foi realizada em 2016. Ela premiou entidades em três categorias: Boas Práticas de Gestão; Melhores Impactos; e Empreendedor Social. Como prêmio, seis organizações receberão, em 2017, capacitação com foco em temas de relevância para o terceiro setor, bem como recursos financeiros, em um montante total de R$ 170 mil.


Construção de escola rural
Respondendo à necessidade de atender as crianças e adolescentes da região em uma estrutura mais ampla, a fundação empreendeu a construção da Escola Argeu Augusto de Moraes, em Campo Novo do Parecis. O projeto oferecerá um espaço escolar mais adequado aos jovens, e teve duração de um ano, com investimento de R$ 2,3 milhões apenas em 2016. A expectativa é que a escola seja finalizada e entregue no primeiro semestre de 2017, com um investimento total de quase R$3 milhões. EC7





Além das ações realizadas pela fundação, a AMAGGI também realiza apoios e iniciativas locais de desenvolvimento da comunidade. Em 2016, a unidade de Itacoatiara apoiou uma série de ações sociais, oferecendo materiais e equipamentos a escolas, entidades e eventos, além de doações e capacitações. O total de investimento nesses projetos foi de R$ 68.755,79.

No último ano, a AMAGGI Energia conduziu a melhoria nos acessos das pequenas centrais hidrelétricas Segredo e Ilha Comprida, realizando a manutenção das vias de acesso. Também foi realizada uma reforma na ponte que liga Segredo e Ilha Comprida, usada por produtores rurais e pela população em geral. O investimento total foi de R$ 105 mil. EC7